Clipping

Kiwi Paradise

Data: 11/06/2009
Fonte: Revista My WAVE

KIWI SONGFoto: Revista My WAVE

WHAT'S UP - NOVA ZELÂNDIA
Por: Monique Leite

Quem vai à Nova Zelândia sempre volta se perguntando o porquê das bandas e cantores de lá não fazerem sucesso aqui. Isto porque a música kiwi (é assim que eles mesmos se intitulam, “pessoas kiwi”, “comida kiwi”, assim como, “músicas brasileiras”, “comidas brasileiras”) é realmente muito boa.

Eu, por exemplo, fiz uma lista de “hits da NZ” que comecei a desenvolver, junto com uma amiga brasileira, desde o primeiro dia da minha estada no país. Corríamos até nosso caderno, reservado para isso, sempre que os títulos “NZ ON AIR” apareciam no início dos clipes na Juice TV (uma espécie de MTV local). Nosso trabalho resultou em uma relação de mais de 90 hits e 40 artistas neozelandeses.

Quando cheguei, como não conhecia nada da música do país, pedi recomendações a um vendedor de uma music store e, sem pensar, ele me respondeu: The Feelers. Comprei o CD. Não me arrependi e escuto até hoje no volume máximo “Beautiful feeling”. Esta banda é uma das mais tradicionais do rock neozelandês e faz muito sucesso por lá.

Mas, não é só de rock and roll e bungee jump que o país vive. A Nova Zelândia tem um estilo próprio de música, uma combinação de pop, rock e reggae com a música maori (os nativos). Os exemplos mais expressivos são o cantor Tiki Taane e a banda Nesian Mystik. Eles são tão populares por lá que se você ficar três horas assistindo a Juice TV certamente verá o clipe de alguma música dessas bandas mais de três vezes cada.
Os festivais, quase sempre gratuitos, acontecem freqüentemente e são a maior forma de divulgação dos artistas. São realizados em parques públicos, e as pessoas vão munidas de toalhas, guarda-sol e alimentos, transformando os eventos em uma espécie de piquenique. Os shows de bandas de black music acontecem com menos freqüência, Mareko e Devolo são os nomes mais cotados.

No reggae, o Katchafire é quem está na boca dos neozelandeses. Já para quem gosta de um estilo mais romântico, existe um cantor chamado Jonny Love que o próprio nome já diz tudo. Ele é como um Fagner neozelandês, mas com menos charme. No pop-rock eu indicaria Goodnight Nurse, Opshop, The Midnight Youth e Nathan King.

Talvez a música mais famosa de berço kiwi seja a “How bizzare” do OMC: “Ooh baby, it's making me crazy. Everytime I look around…”. É antiga, mas com certeza você já escutou em algum lugar. Nas vozes femininas, Gin Wigmore é a musa neozelandesa. Ela tem uma voz peculiar, só comparada com a cantora inglesa, Amy Winehouse.

Não tem quem conheça e não se encante com a música kiwi. No meu caso, foi com a trilha sonora “Always on my mind” do Tiki que encontrei meu inesquecível summer love. Aliás, viagem à Nova Zelândia é sinônimo de paixão. Seja por um dos muitos gaúchos de Queenstown, cidade da ilha sul onde, segundo a imigração neozelandesa, 20% da população é composta por brasileiros, ou pelos muitos kiwis de Auckland que andam pela Queen Street (principal avenida da cidade) com a camiseta do All Black (como é conhecida a seleção de rúgbi do país), cantarolando “one love, one love, baby one love” do Katchafire.
 

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