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Taiti - O Sonho cada vez mais possível
Data: 14/08/2009
Fonte: Viaje Mais
Destino sonhado por dez em cada dez casais que planejam a lua-de-mel perfeita, a Polinésia Francesa – ou simplesmente Taiti, nome mais consagrado – também tem que se revelado uma pedida e tanto para outros tipos de viajantes, sejam eles esportistas, enólogos, gente em busca apenas de um lugar especial para relaxar ou simplesmente amantes de uma combinação perfeita entre paisagens encantadoras, águas cristalinas, nativos acolhedores e um charme único no mundo.
Primeira lição: Papeete, na ilha de Taiti, é a capital da Polinésia Francesa, território de domínio da França formado por 118 ilhas divididas em cinco arquipélagos. Com ares de cidade grande (tem shopping Center e supermercado), Papeete é o ponto de chegada dos vôos internacionais. O desembarque não foge do clichê, com direito a música típica e colares de flores. Mas bastam algumas horas para perceber que se trata de um lugar para lá de especial.
Com sete dias, a dica é conhecer no máximo duas ilhas, além da própria Taiti, que virou sinônimo de Polinésia Francesa. Com duas semanas, é possível visitar mais quatro. Mas e o preço dessa brincadeira? Não fique desanimado. Viajantes mais antenados já descobriram que um pacote para o paraíso não é inatingível. Em tempos de crise, pesquisando, é possível realizar o sonho por pouco mais de US$ 2.500.
Em Papeete, as visitas imperdíveis são o mercado popular (que vende de sashimi feito na hora a pérolas, passando por CDs e bermudões floridos) e a famosa praia de Teahupoo – que atrai surfistas profissionais de várias partes do mundo em busca de ondas perfeitas e poderosas. Aproveite o local para fazer compras, pois há variedade e o preço é muito mais acessível que nas outras ilhas.
Lembrancinhas que custam os olhos da cara nos atóis ou em Bora Bora são baratinhas no mercado municipal ou em armazéns de esquina. E não se preocupe em fazer câmbio por lá. Se você estiver viajando com dólar, a moeda é aceita em praticamente todos os estabelecimentos, mesmo os minúsculos. Mas o troco vai ser dado em franco polinésio.
PARA EXPLORAR MOOREA
Dois dias são suficientes em Papeete, já que não é o endereço das praias mais bonitas. Mas a apenas trinta minutos dali, numa viagem de catamarã que custa US$ 12, fica a exuberante Moorea. Aí, sim, o viajante vai se deparar com aqueles cenários até então somente vistos em fotos e em programas de TV. Tons diferentes de azuis se misturam nas águas, que banham hotéis luxuosos com bangalôs românticos ou mais simples, como as pousadas domiciliares. Cercadas por montanhas pontiagudas, que parecem ter saído do seriado Lost, Moorea concentra o único centro de golfinhos da Polinésia Francesa e a Tiki Village, vila típica que recebeu casamentos hollywoodianos, como o de Bruce Willis com Demy Moore. Os preços lá são mais em conta do que a famosa Bora Bora, pois é possível até se hospedar por US$ 100 a diária.
Uma das maneiras de conhecer a ilha é fazer um jipetour, roteiro que leva a belas cachoeiras, plantações e praias magníficas. O viajante pode alugar uma piroga (a canoa polinésia) e seguir para Temae, também conhecida como praia pública, onde é possível mergulhar ou simplesmente contemplar o visual. Outra dica é apreciar o pôr-do-sol em Toatea, uma espécie de mirante no caminho entre o porto e o aeroporto de Moorea.
Uma atividade diferente é nadar com golfinhos, atração oferecida pelo Inter-Continental Resort & Spa e que deve ser reservada com antecedência. Durante cerca de 30 minutos, pequenos grupos de visitantes podem ficar na mesma área que quatro desses simpáticos mamíferos, alimentando-os, nadando e brincando com eles.
A BADALADA BORA BORA
Bora Bora é o destino mais belo, badalado e caro da Polinésia. Mas quem vai assina embaixo: vale cada centavo gasto. A ilha fica à uma hora de avião de Papeete. E o charme começa no aeroporto, numa ilhota, onde o turista é recepcionado de barco por representantes do hotel onde vai se hospedar, além de ganhar um colorido drink de boas-vindas e um colar de flores nativa. O transporte regular é feito por um belo catamarã, confortável, com ar-condicionado. O trajeto dura cerca de 20 minutos até a vilinha de Vaitape, onde fica o porto de Bora Bora, o supermercado, o posto de gasolina, o mercado de artesanato, a igreja, o correio, várias lojinhas e joalherias especializadas em pérolas negras.
Bora Bora é rústica, mas concentra a gastronomia mais refinada da Polinésia, com pratos de frutos do mar, abusando dos temperos locais, como baunilha e coco. É também um um vaivém de famosos. “Cada hora somos surpreendidos por alguma celebridade”, diz Olivia Melaranci, do badalado restaurante Bloody Mary’s, que ostenta na parede placas com nomes de estrelas como Harisson Ford, Ringo Starr, Dennis Quaid e Goldie Hawn.
Lá, o turista tem a chance de ficar nos melhores bangalôs overwater, ou seja: em cima da água, de onde é possível dar dois passos e sair da cama para um mergulho no mar. Parte do chão do quarto é de vidro para que o hóspede possa curtir os peixes antes mesmo de cair na água. É uma viagem na viagem.
Hotéis de luxo de grandes de grandes redes mundiais estão em Bora Bora: Sofitel, Sheraton, InterContinental, Club Med, Le Méridien...Todos são mais ou menos do mesmo estilo rústico-chique. Nada de prédios de alvenaria ou recepções suntuosas. O que se vê são grandes galpões de muito bom gosto, cobertos de palha de coqueiro, tendo como anexo confortáveis bangalôs de madeira. Mas, para o padrão brasileiro, o ritmo de vida na ilha é devagar e os horários, meio restritos. Não se surpreenda com um serviço lento e tente se adaptar o quanto antes. O jantar, por exemplo, deve ser em torno das 19 h. Mais tarde pode ser problemático: os funcionários querem ir para casa e o atendimento pode ser comprometido.
No entanto, conversar com os garçons nativos, em qualquer estabelecimento, é um programa e tanto. Mas evite dar gorjeta a eles. O polinésio não é nada materialista e tem a tradição de servir bem, é hospitaleiro e tem um orgulho desmedido pela terra onde nasceu. E muitos até se ofendem ao receber dinheiro como pagamento pelo atendimento.
Há várias formas de explorar Bora Bora, mas a que permitirá uma integração mais rápida será de bicicleta por uma estrada asfaltada (construída no tempo da Segunda Guerra pelos EUA) que circunda toda a ilha. Uma pequena subida é o único obstáculo em 32 km. O imponente Monte Otemanu, o pico mais alto de Bora Bora, com 727 metros, pode ser visto de vários pontos. O percurso ainda passa por praias públicas e por Vaitape, o centro da cidade.
Uma das coisas que se notam num passeio assim é que as casas, em geral, são bem simples. Há hotéis e mais hotéis, mas nenhum prédio ou mansão. Outras curiosidades: os mortos são enterrados na estrada das casas e os pedaços de cano plástico colocados no portão não são para receber correspondência, mais sim baguetes.
Para conhecer a ilha em grande estilo, a opção é o helicóptero. Basta reservar na recepção do hotel, que o próprio comandante buscará o hóspede. O vôo somente acontece se houver ao menos quatro passageiros ou um faturamento de US$ 600, ou seja, US$ 150 por cabeça. São apenas 15 minutos para dar uma volta completa em Bora Bora, mas vale cada centavo pela beleza da paisagem que será possível observar.
MAIS ILHAS INCRÍVEIS
Depois das três maiores ilhas, a dica é voltar a atenção para o Arquipélago de Tuamotu, Ilhas de coral que formam desenhos de anéis. A paisagem é incomum. São totalmente planas, sem montanhas e com pouca vegetação. Vistas do alto parecem alianças, só que com águas em degradê no interior das lagoas. Em volta delas, o mar é mais transparente e calmo, pois é raso.
Leve pouca bagagem para os atóis. Como os aviões são pequenos, a restrição de peso é severa (20 quilos) e não tem jeitinho brasileiro que salve o viajante de pagar excesso. A dica é deixar parte das malas no hotel em Papeete e pegar no final da viagem. Assim que entrar no avião (os lugares não são marcados), pergunte ao comissário de qual lado fica a melhor vista. Os vôos, de cerca de 40 minutos, são panorâmicos e rendem ótimas fotos. Portanto, nem pense em dar aquela cochilada nos trajetos entre ilhas.
Rangiroa e Fakarava, os dois maiores atóis da Polinésia Francesa, guardam características semelhantes, principalmente para quem gosta também do fundo do mar: são o paraíso do mergulho. Iniciantes e profissionais não podem deixar os atóis sem um mergulho com tubarões, arraias e, com sorte, golfinhos. Quem nunca se aventurou tem a oportunidade de embarcar num batismo, que custa cerca de US$ 90. O fundo do mar é tão rico que os instrutores brincam que a diversão é garantida ou devolvem o dinheiro.
Em Rangiroa há poucos hotéis. O Kia Ora é o mais conhecido, com diárias a partir de US$ 370. Do hotel, é imperdível partir para um passeio em direção à Lagoa Azul, que faz jus ao nome. Não sem levar um remedinho para enjôo, pois nunca se sabe.
Após cerca de uma hora e meia no barco, chega-se a uma paisagem incrível, com bancos de areia cercados por uma infinidade de tubarões-filhote, que encantam até o mais medroso dos turistas. Depois de relaxar por umas três horas, o programa termina com um churrasco de peixe à beira-mar, numa mesa revestida de folhas de bananeira e muitas frutas. É comer, ajoelhar e rezar para agradecer.
Por lá, vale dar um pulo até a única vinícola em atol do mundo. O passeio sai por US$ 70 e inclui lancha que leva até a ilha, visita ao vinhedo e à vinícola e degustação de vinhos, que custam em torno de US$ 35. Até para quem não é fanático por vinho vale levar pelo menos uma garrafa de lembrança. O rótulo traz fotos de nativos tatuados, trajados de pareôs, colhendo uvas à beira-mar, além de um mapa do arquipélago.
Nos motus (ilhotas), a sofisticação dá lugar à rusticidade. Se você pretende se aventurar em pensões, encontrou o lugar ideal. É uma curtição interagir com os nativos e jantar na mesma mesa que a família do dono da pousada. Os bangalôs são simples, mas caprichados nos detalhes da decoração e limpinhos. A comida é um pouco mais cara em Rangiroa. Então, anote a dica: leve um estoque de barrinhas de cereais para devorar entre o café da manhã e o jantar (a maioria dos hotéis oferece meia pensão). Do contrário, você pode pagar o preço exorbitante por uma pizza do tamanho do prato ou por um sanduba mínimo.
RIQUEZA DE FAKARAVA
Fakarava, a reserva com a mais rica fauna marinha da Polinésia Francesa, não por acaso é vendida pelo governo local como a meca do mergulho. E não é papo de vendedor. Com trechos de praias transparentes e outros azuis de doer, o atol é um convite à submersão. Por ali, é muito fácil dar de cara, mesmo em águas rasas, com peixes ornamentais, arraias, tartarugas, golfinhos e... tubarões. Mas, relaxe. Com um ecossistema tão equilibrado, rico em alimentos, esses bichinhos não oferecem perigo ao ser humano. Curta o mergulho, apontado por especialistas com um dos melhores do mundo.
Além de pequenas pousadas familiares, lá também há apenas um hotel, o Le Maitai Dream, atraente, sem muitos excessos, como uma caprichosa arquitetura em madeira, em tom rústico, bastante apropriada para o clima quente do lugar. Não é um daqueles hotéis com os famosos bangalôs nas águas rasas e transparentes da praia. Em Fakarava isso é impossível, pois as águas do atol foram tombadas pelo programa Biosphere, na Unesco.
Todos os bangalôs estão em terra, antes da arrebentação das ondas. Mas isso não tira o charme dos quartos, projetados com muita inspiração, e com diárias que podem chegar a US$ 430. O hotel é o único local com internet no atol e ponto de partida para os passeios mais interessantes. Um deles é o piquenique em uma ilhota deserta, com apenas uns 20 metros de circunferência, com uma água limpíssima que dá nas canelas e areias brancas como neve. O passeio, organizado pelo hotel, inclui o transporte, peixe típico pescado e feito na hora, além de bebidas. Nesse mesmo passeio, é possível parar no ponto do atol onde se preserva a história de Fakarava: o vilarejo de Tetamanu. Lá, encontram-se facilmente locadoras de equipamentos de mergulho bem estruturadas, com instrutores que dão dicas para os melhores pontos e os cuidados que devem ser tomados.
Outra possibilidade em Fakarava é visitar uma fazenda de pérolas negras, típicas da Polinésia. Como a cultura e as condições da água, do clima e das espécies de corais são extremamente propícias, o cultivo é feito pelo homem, que introduz um grão de areia no interior da concha. Além de conhecer o processo de cultivo, o visitante pode comprar jóias com pérolas da região a preços não tão altos como se imagina.
EXPERIÊNCIAS ÚNICAS
Uma vez na Polinésia Francesa, existe a possibilidade de experiências únicas. Fazer tratamentos num dos melhores spas do mundo, velejar em um iate ao pôr-do-sol em Bora Bora e mergulhar entre as arraias com um escafandro à La Jacques Cousteau são alguns dos caprichos que merecem ser desfrutados.
O Hélene Spa, no charmoso InterContinental Moorea (não precisa ser hóspede para usar o SPA), foi eleito pela revista Elle francesa como um dos sete melhores do mundo. É ver para crer: em um grande bangalô a céu aberto, as camas e jacuzzis de massagem são decoradas com muito bom gosto. Todos os tratamentos são 100% naturais, como as esfoliações com coco, baunilha e areia do Taiti que saem por cerca de US$ 120. Os tratamentos com bálsamo de noni, planta com poder revigorante, também são muito procurados e custam cerca de US$ 140.
No mesmo hotel, outro passeio é único e deve ser feito, mesmo por aqueles turistas que se arrepiam ao ouvir falar nas profundezas. No Underwater Experience, da Aquablue, o viajante vai ao fundo do mar (não passa de seis metros) respirando graças a um escafandro com toda a segurança e o conforto possíveis. Dá para respirar pelo nariz ou pela boca e até falar dentro da geringonça. Para que ninguém duvide da bravura, ainda leva para casa um vídeo e fotos de uma experiência que não tem preço.
Quem prefere curtir a superfície pode rumar para Bora Bora e embarcar num dos passeios do chiquérrimo Roa Yachting, iate de 72 pés, para o Sunset Cruise. Um barco menor pega o turista no hotel, horas antes do pôr-do-sol, e leva até o moderno iate italiano. A brincadeira começa com champanhe nacional (não se esqueça que a Polinésia faz parte da França) e uma variedade incontável de canapés. Por US$ 100, o visitante dá uma de comandante e, de quebra, ainda vira atração turística, pois sempre acaba sendo fotografado por barcos menores que navegam na lagoa de Bora Bora.
O Roa Yachting oferece uma opção ainda mais atraente para grupos de oito pessoas: o cruzeiro de três noites pela Polinésia Francesa. Assim como no Sunset Cruise, quem manda é o passageiro. O capitão Steeve Carriere, sua tripulação e o chef francês Cristophe Cheval fazem de tudo para tornar a viagem personalizada e inesquecível: “Saímos para pescar e eu faço o peixe fresquinho, na hora do jantar, ao gosto do freguês”, diz o simpático Cristophe, que já fisgou pelo estômago turistas com o ator Eddie Murphy e o ex-presidente da França Jacques Chirac.
Itinerário, cardápio e passeios são definidos pelos visitantes, que se transformam nos donos do iate por alguns dias e experimentam uma orgia gastronômica com toques franceses e da culinária local. As cabines, confortabilíssimas, não deixam a desejar aos hotéis cinco estrelas. A curtição, entretanto, sai bem mais cara que o cruzeiro de um dia: US$ 4.055 por pessoa. Mas, se for levado em conta o preço de alguns hotéis de luxo de Bora Bora, o programa sai mais barato, divertido e personalizado. Isso sem falar na simpatia da equipe do Roa, que deixa qualquer turista com aquela vontade de voltar.
PARA VIRAR NATIVO
Tão mágico quanto conhecer a Polinésia Francesa é desvendar mistérios e mergulhar em tradições. A maior característica dos polinésios é o contato constante e íntimo com a natureza – os pés descalços são o melhor exemplo disso. Segundo eles, o solo é capaz de trazer energia e proteção. Assim, por mais sofisticada que seja a ocasião, use roupas leves, coloridas e nada de calçados – havaianas por ali significa apenas as mulheres nascidas no Havaí. Essa regra não vale nos mergulhos, que pedem sempre uma proteção para os pés (nadadeiras ou papetes), já que os corais podem machucar.
Outro traço para lá de característico da cultura maori são as tatuagens. O que para nós é apenas uma forma de arte para decorar o corpo, para eles é uma espécie de carteira de identidade. Por meio delas, descobre-se de que ilha o sujeito é, se é solteiro ou casado, se tem filhos. Isso porque eles marcam as principais passagens da vida na pele. Os habitantes do Arquipélago das Marquesas, por exemplo, tatuam o rosto. E por aí vai.
Uma experiência interessante é fazer uma tatuagem ao estilo tradicional, com dente de javali, conhecida como tatau, que originou o nome tattoo. Além da dor no local do desenho, a opção fere o bolso. Uma imagem pequena custa em torno de US$ 500. A alternativa com máquina, no entanto, como é feita no Brasil, é menos dolorida, rápida e prática, pois pode ser feita em estúdios na maioria dos hotéis de luxo, como no Moorea Pearl. Por preços a partir de US$ 70, o turista leva um souvenir para a vida inteira. Quem faz não se arrepende. Já que volta para casa com tubarões, arraias e a flor local, a tiare, com traços únicos do estilo maori.
O nome dessa flor (que em polinésio significa “flor” mesmo) pode ser lido e ouvido em quase todo lugar: dá nome a pessoas, bangalôs, produtos de beleza e restaurantes. O perfume é sentido em todos os cantos. Além de enfeitar os cabelos das polinésias, saber o significado delas evita situações desagradáveis para solteiros mais atirados. Quando se usa a flor atrás da orelha esquerda, significa que a pessoa é comprometida ou casada. Já do lado direito, é sinal de que a pessoa é solteira. Balançar a flor que esteja presa na parte de trás da cabeça quer dizer “siga-me”. Um convite e tanto, sem pronunciar uma palavra. E aí vai um recado para os machões de plantão: a tradição e a simbologia das flores também valem para os homens, que desfilam pelas ilhas com flores no cabelo sem medo de ter sua masculinidade posta em xeque.
Por onde se anda na Polinésia Francesa são ouvidas palavras estranhas em maori (ou taitiano), que soam como uma melodia pela forma doce e prolongada que os nativos as pronunciam. Ia ora na, mana, mauruuru, que significam, respectivamente, bom dia, tchau, obrigado e bem vindo. Além de divertido, interagir com os nativos faz com que o visitante se sinta integrado à cultura local e aproveite a viagem em toda sua plenitude.
Como nem tudo pode ser perfeito, as vezes os mosquitos podem perturbar a noite de sono do turista esgotado após um dia de atividades e sol na cabeça. Então, nunca é demais levar um repelente na bagagem. E se mergulhar não é a sua praia, apenas curta o visual (bem acompanhado é melhor ainda), tome um bom banho de mar, leia um bom livro... A Polinésia Francesa – ou apenas Taiti – é daqueles lugares que, em poucos dias, o visitante se sente revigorado e volta ao mundo real com aquela sensação de que nada o aborrecerá por um bom tempo.
PACOTE:
A Kangaroo – (11) 3066.0266
Kangarootours.com.br – é especialista na região. O pacote básico, com hospedagem em Papeete e Moorea, inclui apenas acomodação, passagens aéreas, traslados e seguro de viagem. Tem duração de 10 dias e custa a partir de US$ 3.767. Quem procura algo diferente vai gostar do roteiro para Fakarawa, segundo maior atol da Polinésia e com muito menos turistas do que as ilhas mais conhecidas. O pacote de 10 dias inclui passagens aéreas, oito noites de hospedagem, 10 mergulhos, traslados e seguro de viagem. Preço: a partir de US$ 4.777.
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